samedi, avril 01, 2006

Zéro Melanine

Eu e Amanda no vestiário da piscina, colocando as toucas na cabeça.

Amanda: - Cê tá branquinha, né?
Eu (colocando a mão no rosto): - Tu tá me achando pálida?
Amanda (olhando pras minhas pernas): - Não, assim, branquinha de cor. No Brasil cê não era assim não, era?
Eu: - Era, Amanda, era. Vamos nadar.

A verdadeira vida de mentira



tudo pode ser considerado igual ao que parece, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A peruca é a mesma, mas uma estava no Japão e era meio gordinha e a outra tinha problemas de relacionamento.

mercredi, mars 29, 2006

aberta a temporada de socação de coisas na mala da lisi



Lois Lane está de malas prontas. Ops, malas não! Tem uma que é só minha e que ainda não está cheia!! Pedidos de bobagens européias podem ser feitos porque, uma vez esvaziada, a mala volta com ela pra POA com alguns casacos de inverno. Em troca, aceito toda espécie de badulaque porto-alegrense, piada interna, flyer de festa, demo de banda de garagem nova, coisa de camelô, foto em papel, carta manuscrita.
Mas, claro que, pra alívio da Lisi, os únicos obrigados a comparecer nessa gincana além da minha mãe são o Nunes (a idéia da fita foi boa, né?), a Pri (fotos) e o Dr. Vassarath (pra sair do número pífio de uma carta à mão).
Foi!

mardi, mars 28, 2006

Sábado eu saí de vestido sem meia-calça por baixo, domingo eu desci de chinelo no bar da esquina, hoje à noite eu joguei o edredon longe e ultimamente tem caído uns torós ao melhor estilo Porto Alegre pra baixar o termômetro. Ele chega, ele chega!!!


(foto: Paris Plage 2004)













Eu amo o irmão da Maggie, mas ele ama aquele outro moço... e ele tem razão

Finalmente acertei o horário de ir ver Brokeback Mountain, cujo fenômeno de receptividade entre os homens hetero da minha vizinhança social me fazia dar umas risadinhas curiosas.
E agradeço ao terceiro milênio com a sua luta contra a homofobia e também ao fenômeno social que empurra pra atmosfera gay o imaginário do amor romântico. Só assim podemos ter o Jake Gyllenhaal e a sua boca perfeitamente desenhada pra tela grande em plena ação com o tal loirinho Coração Valente, grande surpresa.
Eu já estava de saco cheio desse mundo cheio de bunda de mulher. Não que a exploração da raça me ofendesse, porque eu não tenho nenhuma solidariedade com a raça, mas vixe, como precisávamos de outra estética!
Se é a redenção de todos os homossexuais um dia esteriotipados de vulgares e sujos, não vou dizer que não me importo, mas enfim, que seja.
Mas o que eu gostei mesmo é de ver as cerejas de Hollywood dando beijo de língua.

samedi, mars 18, 2006

Météo sympathique

faz 4 dias que tem sol aqui.
eu estou apaixonada por ele.
o problema é que com isso não consigo entrar no cinema pra usar a minha carta nova. olho pra rua e ele tá lá ainda. quero ficar olhando pra ele o tempo inteiro.

vendredi, mars 17, 2006

naquela casa torta

eu quero um apê alugado com o meu dinheiro barato, entre a demétrio e a borges. com um salário pequeno (e) - burguês, com os convidados escolhidos a dedo, noites que terminam tarde mas com cerveja barata.
eu quero uma chave que custa R$ 5 pra fazer cópia, uma carteira fácil de ser assaltada, um lençol que leva 20 minutos de ônibus pra ser lavado na máquina, na casa da gente, no refúgio familiar que é tão longe e tão perto de um laboratório juvenil-químico bem protegido.
eu quero ser ilegal sem correr o risco de ser deportada, sem ser a francesa na vida de meia dúzia, sem dizer "então, acho que fico até...".

samedi, mars 11, 2006

My bloody valentines

Quando a gente olha pro lado côncavo de uma colher o nosso reflexo fica de ponta cabeça. Mas quando a gente olha pro lado convexo, ele fica normal. Além disso, o sol pode estar tanto do lado onde a gente enxerga a bola brilhante quanto do lado onde a luz chega e tudo fica iluminado.
Quem falou a primeira frase foi a Alice, 7 anos, numa das quartas-feiras em que a gente fica juntas, e a segunda foi observação do Dionisio, 3, na grama que vai da escola até o teatro. Todos os dias é assim. A vontade de matar eles quando eu não tenho autoridade intercala com essas coisas ótimas. Eu ganho beijos de graça, brinco de jogar bolas de neve nos carros, conheço todos os personagens do Rei Babar.
Outro dia, eu só podia responder as perguntas com “exactement” ou “pas du tout”. “Sim” e “não” estavam proibidos. E o balão até que podia encostar no chão se a gente deixasse cair, desde que ele continuasse sempre se mexendo. Quando chega na página da rainha Úrsula e do rei Cyprien do país das aves, a gente diz que o da direita é a rainha e o da esquerda é o rei, mesmo se no livro estiver dizendo contrário.
E por isso a miséria do salário é bobagem. Eu aprendi a dizer “pepino” com uma loirinha adorável que ia descrevendo o bendito legume, e toda vez que eu chego na escolinha, às 17h, tem alguém que quase me arranca no nariz fora só pra conferir se o piercing continua lá.

“Eu fui ao museu”

Hiatos e ditongos são o pesadelo do meu aluno de português, um nerd trintão muito boa gente. É que em francês duas vogais quase sempre fazem um só som, como as nossas professoras penavam em nos explicar.
Mas a coisa avança com o Loïc. Em passinhos de tartaruga, mas avança. Era por isso o Jota Quest, Cari. Porque a música é uma maneira lúdica de aprender... E gasta um monte de tempo da aula, em que tu não tem que ficar explicando pronomes – hohoh.
Mas veja bem. Não é charlatanismo. As pessoas que querem aprender português são realmente apaixonadas pelo Brasil, e quanto mais vezes eu páro pra explicar os usos do “pois é” ou a semana de três dias dos deputados em Brasília, mais ele aprende sobre a cultura (vista através dos meus próprios preconceitos, mas e daí?).
Todos que me procuraram pra aulas têm planos de ir morar no país tropical, é uma coqueluche só.
E nesta semana que começa, mais duas cobaias vão cair na teia da excêntrica didática de Lutécia Poittevin.
Bom dia! (é o que eles dizem sempre no início).

jeudi, mars 09, 2006

já vou, já vou, já vou

querendo parar aqui na frente da tela e não encontrando os minutos.
porre em segunda-feira não ajuda.
amanhã cantarei Jota Quest às 8h30min. resolvi perguntar pro aluno que tipo de música ele preferia. big mistake.

mardi, février 21, 2006

lundi, février 20, 2006


No caminho de volta do aeroporto, se instalou uma estranha sensação de que a vida era ali e naquele momento; o deslocamento tinha se deslocado pra algum outro lugar.
[hoje acordei e já perdi um pouco disso.
talvez volte. me aliviaria.]
olhei pra janela, senti um quentinho do último abraço de jaqueta branca.
fisicamente desaparecida.
chorei na frente de um casal de gays que discutiam o jantar na casa de amigos.
tenho que pedir prazo pras minhas entregas hoje.

lundi, février 06, 2006


Nãna Laura chega amanhã. Votos de dias ótimos nestas férias forçadas.

dimanche, février 05, 2006

Era só uma brincadeira, poxa

Sim, tu já tentou imitar aquele sotaque nordestino e, por causa do álcool, ele acabou saindo catarina. Já tentou também falar tri bem aquela língua estrangeira pra agradar a tal fulaninha e te embananou - por causa das cervejas.
Mas o que vai nos unir esta noite é a vez em que tu tentou fazer o pior que podia com uma língua e se deu terrivelmente mal por isso.
Explico:
chego no bar pra exorcizar 12 horas de babysitting superbem sucedidas. Pergunto se posso entrar com a lata de cerveja que tenho na mão.
Levo o primeiro xingão.
Termino a lata, tento de novo.
Levo o segundo xingão, culpa das outras duas latas que seguiam na bolsa (escondidas dentro do gorro, hehehhe).
Bebo tudo - meninas também arrotam -, tento pela terceira vez.
Levo o xingão mais elaborado que o porteiro dará em semanas. Era pessoal mesmo.
Que eu tinha feito ele de trouxa. Que eu tinha ficado bebendo na frente do bar. Que isso não se faz. Que eu entendo perfeitamente bem o que ele diz e não adianta mentir.
Poxa, nunca uma defesa baseada num mal-entendido cultural foi tão esfarrapada.
Fiquei 5 minutos entre me explicar e falar pior do que eu sabia e, claro, com 2 latas de 5cl de guti-guti em cima, falei bem quando queria bancar a gringa e argumentei mal quando queria bancar a cartesiana.
Era pra virar a noite.
Algo não muito comum aqui.
Era pra comemorar que o meu dia com uma criança tinha saído às maravilhas.
Mas ok. Esse mal-humor AINDA me diverte. espero que dure. Pq o frio na cara já tá me irritando.