Mistery Juice - Sean Lennon
She won't speak to me
Won't speak
And it's all my own fault
Baby, I'm afraid to let you know
They stole the show and towed the rowboat
Though slow
We're on the go like rabbits in the snow
Baby, I'm a lonely kind of man
Like a rapper with a forty in his hand
I can't stand
When you talk about that other man
Every day I watch the TV shows
It's getting so I know the shows hosts
I don't boast
Maybe I should try and make the most
I'm always biting more than I can chew
To loose the blues I choose to flew the coop
Who knew?
Is it news that you were out the loop?
Dreaming is a singing of the mind
And taste is like seeing to the blind
Powered by Itunes, que funcionou bonitinho mas enlenteceu o micro, Nuni.
E com isto, aposentadoria. Por algumas semanas.
Cansei de brincar de blog.
Falo contigo, contigo e contigo individualmente.
samedi, décembre 17, 2005
vendredi, décembre 16, 2005
mercredi, décembre 14, 2005
dimanche, décembre 11, 2005
Às vésperas


Ma vie de famille était vraiment heureuse et stimulante sur le plan intellectuel - mais sans aucune aventure. Je n'avais jamais eu à me battre pour quoi que ce soit. Je connaissais beaucoup de gens sympathiques, mais presque tous étaient issus comme moi de bonnes et solides familles de la classe moyenne. A l'université, évidemment, je fréquentais des étudiants et des professeurs issus de cette même classe sociale. Je ne savais rien de quartiers pauvres (ni, en occurrence, des quartiers dorés). Je ne savais de la vie dans les usines, les champs ou les mines que ce que j'en avais appris das les livres. J'en étais arrivé à penser que j'étais un type vraiment dépourvu d'intérêt. A certains moments, cette sensation de médiocrité était devenue tellement forte que je n'arrivais pas à imaginer la moindre histoire à écrire. J'ai commencé à me dire que, si je voulais écrire quelque chose que en vaille la peine, je devais franchir les limites étroites de mon existence sociale d'alors.
p.313, posfácio do Street Corner Society (Le structure sociale d'un quartier italo-américain), de William F. Whyte.
jeudi, décembre 08, 2005
Mataram o homi
mardi, décembre 06, 2005
Maldita maldição
Fui pedir emprego numa padaria. Na verdade, numa boulangerie, muito mais chique e artesanal e engordante, mas enfim, padaria é uma palavra que traduz.
Eu já estava sabendo que eles precisavam de uma atendente pra parte da manhã, era pra eu ir falar com o padeiro. Mas quando cheguei, era a senhora padeira que estava lá.
Demorou quinze minutos pra vender dois doces. Realmente, precisam de alguém aqui, pensei.
Pergunto só pra começar a conversa, a resposta era sabida:
- Bonjour, vocês estão precisando de atendente?
...
- Não, no momento não.
Maldita maldição. Não esperava essa. Ela ainda deu aquela pensadinha antes de responder. Não olhou de cima a baixo porque aqui eles são discretos, mas usou a visão periférica.
Fui caminhando até o metrô procurando alguma coisa errada na minha roupa. Nem de tênis eu tava.
Botei a culpa no cabelo, óbvio. Tinta preta já!
Eu já estava sabendo que eles precisavam de uma atendente pra parte da manhã, era pra eu ir falar com o padeiro. Mas quando cheguei, era a senhora padeira que estava lá.
Demorou quinze minutos pra vender dois doces. Realmente, precisam de alguém aqui, pensei.
Pergunto só pra começar a conversa, a resposta era sabida:
- Bonjour, vocês estão precisando de atendente?
...
- Não, no momento não.
Maldita maldição. Não esperava essa. Ela ainda deu aquela pensadinha antes de responder. Não olhou de cima a baixo porque aqui eles são discretos, mas usou a visão periférica.
Fui caminhando até o metrô procurando alguma coisa errada na minha roupa. Nem de tênis eu tava.
Botei a culpa no cabelo, óbvio. Tinta preta já!
dimanche, décembre 04, 2005
Beth me faz fechar os olhinhos

Autumn leaves
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be
Everybody knows this time
Shadows are drifting in silence
Where lost can't be found
Everybody knows this time
You'll get by
Move it on and let fate decide
And those water-coloured memories
Soft as a summer's breeze
You're as pretty as can be
Knowing now you'll never fake it
Whether my oceans divide
I'll try to understand this
But everybody knows this time
Autumn leaves
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be
Everyone can see
Everyone except me
Autumn leaves
Beauty's got a hold on me
Autumn leaves
Pretty as can be
Pretty as can be
(sand river. beth gibbons e rustin man)
nuni,
- porque o Evilyrics às vezes abre e não enxerga que o Media Player já está aberto? Fica pedindo pra eu abrir e não mostra letra nenhuma..
- o antivírus da Amanda, minha roomate, expirou. Ela pode baixar uma versão de grátis pelo E-mule?
- tá feliz, coração?
**espero que esses posts-recados não estejam irritando vocês poucos q passam por aqui. Mas é uma das vantagens de ter sido deslinkada de outros blogs. fica feio mas tbém fica mais íntimo.
- o antivírus da Amanda, minha roomate, expirou. Ela pode baixar uma versão de grátis pelo E-mule?
- tá feliz, coração?
**espero que esses posts-recados não estejam irritando vocês poucos q passam por aqui. Mas é uma das vantagens de ter sido deslinkada de outros blogs. fica feio mas tbém fica mais íntimo.
Fab is fabulous

Eu tenho vizinhos legais, isso é fato. Resta saber quem, entre os presentes na festa que eu furei ontem, são eles. Paris é assim. Se não quiser ficar ouvindo o barulho dos exaustores nas ruas desertas depois do último metrô, a pessoa tem que tomar riscos. E foi um primeiro bom sábado. Seria simpático bater lá agora de dia pra ajudar a arrumar aquela cozinha desastrosa e chão que fazia shlep shlep de tanta bebida derramada, mas a gente era só alguéns que chegaram com outros alguéns que, ops!, não estão mais ali.
Mais cedo, empreitada tinha sido outra. Me debandei all by myself até o Parc de la Vilette, que é uma mega área verde-cultural conhecida por todo bom arquiteto pela sua “modernisse”. Lá, o último guardinha existente não ficou nem constrangido de me dizer “segue por ali que tu acha o Trabendo (o bar que eu procurava)”, e me mandou com essa frase prum caminho deserto de curvas arquitetônicas confusas, chão pra frente, chão pra trás, estruturas vazias e vivalma pra me tirar o nervoso de ser menina. Meia hora marchando. Os cretinos ainda colocam uma trilha sonora estilo Edward mãos de tesoura pra acompanhar o jogo de luzes de algumas árvores. Mas achei o Trabendo. Não se ouvia nada da rua e meu chalalá durou 30 segundos. Os Strokes estavam já mais pro fim de um showzinho muito aconchegante, pruma platéia cheia de groupies pululantes e carinhas que se davam ao luxo de sentar num sofá pra ouvir o som. E ele estava tão pertinho. Uns 10 metros só. Eu juro. Juro por tudo na vida que esta mancha vermelha é o Fab Moretti.

Acompanhando o italiano e o americano que eu conheci lá dentro pruma cerveja, acabei no mesmo lugar onde eu havia ido numa festa em julho, à beira do Canal Saint-Martin, vachement cool. Peguei o último metrô e aí o resto é o início da história.
jeudi, décembre 01, 2005
as dobrinhas da parede branca
Quanto tempo vocês gastam normalmente brincando de milionário?
Eu levantei da cama às 14h hoje.
Foi uma partida de dar gosto.
Eu levantei da cama às 14h hoje.
Foi uma partida de dar gosto.
lundi, novembre 28, 2005
Você traz a comida, mas a panela é dela
Muito interessante os números secundários daquela pesquisa da OMC sobre violência doméstica.
No Brasil, o número das que apanham coincide com o número das que acham que os homens tem um motivo. E esse motivo é infidelidade. Uma a cada três apanham, uma a cada três dizem que um corno é motivo pra espancar.
Da Folha:
"Aproximadamente duas de cada três brasileiras entrevistadas dizem que não há justificativa para um homem agredir a parceira. Entre as que admitem motivos para a violência conjugal, a desculpa mais citada é a infidelidade."
Tem um pouco de lógica de guerra nisso. Um gênero escollhe se admitir em infração ao invés de se liberar, e com isso guarda um pouco de poder:
"Mais de 75% das mulheres pesquisadas no Brasil também afirmam que uma esposa tem o direito de se recusar a fazer sexo com o marido quando não está com vontade, quando está doente, quando ele está bêbado e quando ele a maltrata."
No Brasil, o número das que apanham coincide com o número das que acham que os homens tem um motivo. E esse motivo é infidelidade. Uma a cada três apanham, uma a cada três dizem que um corno é motivo pra espancar.
Da Folha:
"Aproximadamente duas de cada três brasileiras entrevistadas dizem que não há justificativa para um homem agredir a parceira. Entre as que admitem motivos para a violência conjugal, a desculpa mais citada é a infidelidade."
Tem um pouco de lógica de guerra nisso. Um gênero escollhe se admitir em infração ao invés de se liberar, e com isso guarda um pouco de poder:
"Mais de 75% das mulheres pesquisadas no Brasil também afirmam que uma esposa tem o direito de se recusar a fazer sexo com o marido quando não está com vontade, quando está doente, quando ele está bêbado e quando ele a maltrata."
vendredi, novembre 25, 2005
Conselhos internos e individuais que prescrevem sem data indicada
Para que escrever se temos Clarice?
Hoje pela manhã acho que cheguei num ponto de maturidade e entendi que a Clarice é que deve ser delegada essa função.
Cada qual com as suas teclas de teclado, cada qual construindo o texto que veio aqui viver e dizer, mas só Clarice escrevendo.
Porque ela fala.
A gente, por mais que tente imitá-la, a gente só confessa. A gente não ganha nem estatuto de "nós".
É engraçado porque ainda que tão viva, penso nela sentada dentro de um apartamento, não mais do que isso.
E lembrei que vim pra cá sem nenhum livro dela.
Na verdade sempre tive medo deles, eles são como uma planta carnívora.
E chega de escrever sobre a escrita de Clarice, porque mais de sete linhas já é punheta.
Há de se crescer fora dela. Esse é o pensamento do dia.
Hoje pela manhã acho que cheguei num ponto de maturidade e entendi que a Clarice é que deve ser delegada essa função.
Cada qual com as suas teclas de teclado, cada qual construindo o texto que veio aqui viver e dizer, mas só Clarice escrevendo.
Porque ela fala.
A gente, por mais que tente imitá-la, a gente só confessa. A gente não ganha nem estatuto de "nós".
É engraçado porque ainda que tão viva, penso nela sentada dentro de um apartamento, não mais do que isso.
E lembrei que vim pra cá sem nenhum livro dela.
Na verdade sempre tive medo deles, eles são como uma planta carnívora.
E chega de escrever sobre a escrita de Clarice, porque mais de sete linhas já é punheta.
Há de se crescer fora dela. Esse é o pensamento do dia.
jeudi, novembre 24, 2005
Vie de stagiaire
e não é que hoje os estagiários de Paris fizeram uma greve? Simbólica, mas fizeram. Pra reclamar de um verdadeiro "absurdo": as empresas aqui pegam estagiários pra fazer o trabalho de profissionais e assim reduzir os seus custos!!!!~
Coisa séria.
Não sei se aqui os estágios são não-remunerados, pelo que entendi falta uma regulamentação legal. O que não evita que toda a vez que vejo os franceses se levantando pelos seus direitos (com exceção dos queimadores de carros) me venha sempre a mesma palavra na cabeça: naïf.
Coisa séria.
Não sei se aqui os estágios são não-remunerados, pelo que entendi falta uma regulamentação legal. O que não evita que toda a vez que vejo os franceses se levantando pelos seus direitos (com exceção dos queimadores de carros) me venha sempre a mesma palavra na cabeça: naïf.
mercredi, novembre 23, 2005
Jebs,
just amenities (pq não inventar palavras?)
Complicado é ter só quatro calças no armário e manchar uma delas. Toda de rosa.
Por causa de uma blusa extrovertida que não avisou que estava debutando no sabonete.
E perder uma touca de lã na rua só pq se teve a idéia de pôr ela no bolso? Tampouco é legal, principalmente se restam apenas duas.
Ao mesmo tempo, o que é mais "Letícia" do que isso? Estava sentindo a minha falta nesta viagem, ainda bem que eu resolvi aparecer.
As calcinha pintadas de rosa, então, ficaram jóinha.
Por causa de uma blusa extrovertida que não avisou que estava debutando no sabonete.
E perder uma touca de lã na rua só pq se teve a idéia de pôr ela no bolso? Tampouco é legal, principalmente se restam apenas duas.
Ao mesmo tempo, o que é mais "Letícia" do que isso? Estava sentindo a minha falta nesta viagem, ainda bem que eu resolvi aparecer.
As calcinha pintadas de rosa, então, ficaram jóinha.
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