vendredi, octobre 21, 2005

hello, blog. hello, friends



aqui vai se escrever de novo, sob pretexto da minha viagem.
No entanto, como descubro hoje (sexta) que parto dia 25 (terça) e a organização agoniza na minha vida, está difícil ordenar pensamentos sem ser em formato de lista. Ainda me falta:
> achar um jeito de explicar a situação para o Herrera
> ver um último pôr-do-sol porto-alegrense
> convidar as pessoas pra festa de amanhã
> me embebedar na festa de amanhã
> almoçar com os sogros na ressaca da festa de amanhã
> começar a minha mala
> pegar o endereço com CEP de todo mundo que eu gosto
> parar de picotar o meu cabelo como forma de aliviar a tensão
> encomendar a carteira internacional de jornalista (esperta porém atrasada, não?)
> fazer a cretina da minha mãe chorar de uma vez
> driblar a superlotação da casa e ficar sozinha no meu quarto
> escrever cartas de despedida e, antes disso, descobrir se devo escrevê-las
> ler uns 25 livros necessários pra chegar no curso que vou fazer
> parar de comer pra acostumar o estômago com a pobreza
> last but certainly not least: confirmar se tenho onde chegar

vendredi, septembre 23, 2005

avec mon meilleur souvenir [folio]

recuso qualquer oportunidade de entrar em camarim. os artistas que eu adoro são entidades 2d e inacessíveis por natureza. entretanto, lendo as memórias da Françoise Sagan me deu uma pena de ter conhecido ela nas notícias da morte, no ano passado. é muito hippie sentir falta da pessoa só estar no mundo?

lundi, septembre 19, 2005

CPI da rúcula

Minha mãe estava lavando as verduras compradas na feira ecológica de sábado (pequenos produtores e seus produtos orgânicos, cada um na sua cooperativa) quando um pedaço dela caiu. O cordãozinho que amarrava a rúcula dizia "rúcula" e tinha um símbolo pequeninho do carrefour ao lado.
Ela guardou a fitinha. Me mostrou hoje quando eu acordei, sem saber muito o que fazer.
"Eu me presto a acordar cedo, pagar mais caro...".
A peste está por todos os lados. Minha mãe é esquerdista de toda a vida e estava agüentando no osso a lambança política nacional, mas acho que com essa ela desmoronou.

lundi, septembre 12, 2005

je veux y aller PARCE QUE

dei algumas boas risadas vendo I Heart Huckabees ontem, do lado de um lucio arrependido.
e acho q estou passando pela fase onde o jude law não consegue repetir a história dele convencendo a shania twan a comer maionese.
eu não quero mais mentir. não desse jeito compreensível que a gente mente pra conseguir colocações. não quero mais dizer que conheço alguma coisa quando tenho só uma vaga noção. eu quero pegar o tempo e realmente conhecer essa coisa.
isso já aconteceu antes, surtos deslocados de sinceridade, com resultados de toda espécie.

samedi, septembre 10, 2005

onde estás, querida?

encontrei uma guria no orkut que é igual a mim. tão igual que ela está em comunidades que eu nem sabia que queria entrar (ela tem umas 300 e eu umas 30).
aí eu me pergunto se devo:
a) odiar essa guria, afinal estamos todos (todos!) tão superficialmete expostos que, se há alguém com uma máscara igual à minha, devo desistir de qquer ambição de individualidade.
b) entrar numa nóia de que todos os amigos e amores dela poderiam ser meus e vice-versa já que vivemos na mesma cidade e bastaria uma inversão de horários e presenças em bares para que cativássemos as pessoas uma da outra
c) fazer de tudo pra ser a melhor amiga dela e esquecer que um dia vivemos separadas

lundi, septembre 05, 2005

as letrinhas

Bom de fim de semana é ler os jornais com mais tempo.
E ver coisas tipo
1) a entrevista do guitarrista do Reação em Cadeia pra seção Patrola na CPI, da Zero, se mostrando anarquista, comunista e parlamentarista ao mesmo tempo. Ah, os ídolos
2) O comentário da Folha resumindo tudo o que eu queria saber sobre o furacão nos EUA, falando sobre o desmonte do estado americano, e pq ele não é capaz de ser ágil na crise
3) fotos de negros segurando baldes. muitas. e a pobreza dos EUA emergindo que nem barata de canos entupidos
4) o meu jornal continuando com essa mania de contar a história da dona mariazinha no início de TODAS as reportagens
5) a nina lemos enchendo o peito pra avacalhar com o Dia da modelo (o dono da Mega que inventou nesta semana) e conseguindo, pra alívio dela e da sua feiura, colocar uma frase muito clássica na boca de uma fonte.

*como não tenho a senha da Folha, só consegui reproduzir isto:
Gente Reação em cadeia pelo país Patrola ligado na CPI
Zero Hora - Como você deseja que a crise acabe?
Daniel Jeffman - Gostaria que caísse todo mundo. Para isso, precisaríamos de uma revolução e uma reconstrução parlamentar.
ZH - Qual sua expectativa com relação às próximas eleições?
Daniel - Sempre anulei meu voto e não acredito que exista algum político honesto.
ZH - Você acha que a crise vai afastar os jovens da participação política?
Daniel - Ao contrário! Acho que tudo isso vai trazer os jovens muito mais para dentro da política e dos problemas sociais do país. Somos os únicos capazes de mudar alguma coisa, e essa mudança não acontecerá sem dor e sofrimento. Reclamar em frente ao televisor não mudará nada.

jeudi, septembre 01, 2005

alugo

amiga blogueira que queira atualizar o meu blogroll e incluir alguns endereços. alguém? alguém com paciência? alguém ainda passa por aqui?

usando relógio


parece que estou indo trabalhar de calça baggy, de tão estranha que me sinto.
eu preciso dele, eu não posso fugir dele pra sempre.
ele fica ali como se falasse contra mim, mas eu fico me convencendo de que imagem não é tudo, que não faz mal se me confundirem com uma dessas pessoas... essas pessoas que usam relógio.

dimanche, août 21, 2005

Le rêve qui parle

É só um relato de sonho. Pode desistir agora se quiser.
Eu olho pelo janelão dessa casa térrea que está me abrigando numa cidade estrangeira. Eu tenho mil assuntos pessoais me atordoando no momento. Eu tento não tornar isso explícito para os anfitriões, afinal, eles são uma família. Mas eis que eles me surpreendem. A mãe e a criança, pq o pai não aparece.
Pego a criança no colo, virada pra frente, na mesa que eles têm na cozinha. E ele (menininho) vai me contando sobre a adoção."O nome dos meus pais é Pamela não-sei-o-que e João não-lembro-o-sobrenome. Eles não podiam me criar quando eu nasci, então a minha mãe me pegou". E segue uma história de adoção das mais lúcidas já contadas, com o detalhe dos nomes completos dos pais, e a cidade onde eles moram, e como alguns adultos tinham metido os pés pelas mãos nessa história, e lalalá. Quase tremo um pouco, achando que estou segurando o Chucky no colo, de tão claro e consciente que o guri fala.
E então a mãe me pergunta."Eu preciso saber. Eu estou muito curiosa pra saber de toda a 'ação' (com todas as aspas mesmo) que tem rolado no teu quarto. Eu até já coloquei um copo na parede esses dias". Eis que eu explico que "ação" não tem acontecido comigo, mas com alguém muito próximo, e aí o sonho dá um pulo.
Num apartamento de conhecidos nessa mesma cidade, há suspeitas de invasão. Pessoas confabulam para tentar achar um culpado, que talvez seja alguém próximo com uma chave. Eu não sou a culpada, mas me vejo dando os próximos passos do invasor como se tivesse começado tudo. Subo pela escada, a porta é daquelas com frestinhas, de cima a baixo. Coloco a chave na fechadura - ainda não sei que tipo de ato ilícito vou fazer lá além de entrar - e, como sou muito cagada, desisto quando ouço um barulho. A porta fica "encostada", eu desco o primeiro lance e, da metade da escada, a luz de dentro do apartamento deixa ver que alguém espia pelas frestas. Alguém me viu.
Saio pra rua e já está quase escurecendo. A minha dúvida é se volto pra casa emprestada ou sigo caminhando nessa cidade que eu não conheço.

vendredi, août 19, 2005

Só o Neil Young é certo


Tem tempo que eu penso na certeza que a gente precisa pra levantar da cama. E em como só se vive de preto e branco. Nem que seja uma vez por dia. Só a oposição salva. Isso é meio triste, que ninguém consiga respeitar e falar ao mesmo tempo.
Os olhares perdidos que se instalam na nossa cara, antes de serem espantados sem um pensamento que seja, são só a única maneira de ser relativo. De admitir que não se tem certeza do que se está falando, da vida que se está vivendo. Que o mundo realmente não deu nenhuma resposta satisfatória. E poxa, não dá pra ficar assim muito tempo, por mais que seja uma atitude sincera. Nada permite. O trabalho precisa de teses, os amigos precisam uma identidade pra jogar referências e dicas.
E essa segurança que se ganha pra poder ganhar o mundo vai e vem, mais forte algumas vezes, mas sempre coçando pra avisar que ela não é real, só uma base de operação. Sempre foi bom ter épocas em que os inimigos estavam bem definidos.(Os inimigos típicos, eu digo, porque nunca tive ódios verdadeiros na vida). Que alívio poder chutar, cuspir e se apavorar com a vida dos outros. Dar toda a volta, da proximidade à pena, montando os pés naquilo que está fora pra poder criar afirmações próprias e respirar tranqüila.
Ter um nome pelo qual ser chamada. Saber os bons. Os ruins. Os perturbados. Os que nunca entenderão o que eu penso. Os que são gente da minha gente. Os que conhecem o que me ofende. Todo mundo precisa disso. Todo mundo dá um jeito de ter isso. Nem que seja através de um coment num site de alguém perdido em outro continente.
E às vezes eu me pego com essa dúvida. Pensando na cara que os imperadores romanos faziam bem quando sentiam a faca dos seus companheiros fiéis lhes esfriando a carne. Juro que penso. Mais de uma vez. Um rosto de susto. De que nada valeu a pena. Sei lá. Traição é uma maneira de colocar, mas a preocupação é basicamente sobre certezas. Sobre estar enganado. Sobre ficar completamente perdido ao sentir essas coisas básicas balançarem.
Por exemplo. Quando eu era pequena, eu ficava pensando, só trabalhando na hipótese de todos da minha família (um pai, uma mãe e uma irmã maior) se virarem pra mim um dia, tirarem lentamente as máscaras de gente e mostrarem que eram lobos. Falando assim parece que eu tinha medo ou que era maltratada, ou que nunca aprendi a amar. Nada disso. Só tinha, vez em quando, essa dúvida sincera. Da mesma forma como não consigo me catalogar o suficiente no momento pra explicar o porquê de falar tudo isto neste espaço. De contar a história dos lobos para uma tela (confesso que pensei que, ficando ela no final do texto, estaria protegida pela paciência necessária para chegar até aqui).

Cinco

manias de gente às quais eu me achava imune poucos anos atrás:

1) ciúmes
2) erros de português
3) vaidade
4) usar o fato de ser humano pra baixar o nível de exigência moral
5) imagem 3D

vendredi, août 12, 2005

Certeza Bissoluta


Os filhos são a brincadeira mais tiro certo que alguém pode inventar nos dias de hoje. E é por isso que os ricos em geral, que podem driblar a grande parte dos problemas práticos que essas bolinhas de carne trazem, dão sempre um jeito de conseguir um ou dois. Pretendo provar isso cientificamente um dia. Aguardem.

*digo isso da maneira mais simpática possível, acho uma coisa boa, um constatação de que pessoas estão sendo felizes por aí (eu gosto disso).

mardi, août 09, 2005

nunca esquecerei o dia


em que eu conheci o..
SUÍÇOTÍPICO

mardi, août 02, 2005

voltei a gostar de madonna

voltei e pronto!

mardi, juillet 26, 2005

aprendendo a ser pequena


Era para ser racional a base dos comandos da vida, mas todo dia é um mantra de humildade frente à força mortal dos pequenos atos.
Olhar o relógio dá sono. Comer dá fome. Fazer uma pergunta só pra testar a previsibilidade da outra pessoa irrita. Uma bobagem rápida que se faz como preparação para uma tarefa séria sempre come o tempo da tarefa séria. A viagem de ônibus da noite resume o dia e nos devolve cansados para casa, por mais disposto que se haja entrado no coletivo. Brincar com o cachorro dá culpa. Comer com a família demora mais do que dez minutos. Ler deitado deixa o “cair no sono” lúcido demais.